
Sinceramente eu não sei nesse longo caminho ate hoje onde eu teria me desviado, tem dias que eu acordo simplesmente me perguntando em qual das milhares de ruas que passei teria me deixado partir.
Tem horas, a noite, que eu ate acredito que aquela menininha esta comigo, acanhada, desprotegida, escondida lá no fundo da entranha dessa mulher estranha que busca seu espaço que me tornei. As vezes, sinto saudades daquele tempo das bonecas, da soneca no sofá da sala com o cafuné aconchegante que recebia no colo de minha avó, ou ate aquele cheiro forte de café no fim da tarde que invadia a casa.
Apesar dos anos, tem dias que eu ate chego a senti-lo de novo, lá no fundo, bem no fundo de mim como se eu tivesse transportado pra dentro de mim a casa da minha vó, como se eu sempre soubesse que um dia teria de lembrar quem fui ou de onde vim. E mesmo sabendo que nunca irei descobrir a resposta de quem fui, ou quem sou hoje em dia, todos os dias descobrirei que mudei, encontrarei mudanças drásticas na minha personalidade, só o mundo que não muda, só ele que não parece girar...

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